quinta-feira, 29 de novembro de 2018

(mãe e filho) fomos.seremos.


Fui a mãe que recebeu o positivo do teste com um misto de sensações. Fui a mãe sortuda que não teve enjoos mas a que teve um ataque quando as primeiras calças deixaram de servir. Fui a mãe que se viu sem barriga até aos 7 meses de gestação e a mãe que, de um momento para o outro, em pleno verão começou a andar como os pinguins. Fui a mãe que não sabia o que eram as contrações e a mãe que, cuidadosa e religiosamente, quando as começou a contar já as maganas estavam de 5 em 5 minutos. Fui a mãe que pariu de óculos e tremia "que nem varas verdes" e a mãe que sorriu quando a enfermeira te colocou perto de mim e te disse "diga Bom Dia com Mokambo". Fui a mãe que chorou sozinha quando tomou o primeiro banho pós parto no hospital e a mãe que queria ali a sua mãe bem perto. Fui a mãe que não sabia amamentar e a mãe que ouviu que tinha de doer. Fui a mãe que não sabia trocar uma fralda e a mãe que pediu ao pai para ser ele a dar-te o primeiro banho. Fui a mãe que não queria passar as noites sozinha na maternidade e a mãe que logo na primeira adormeceu contigo lado a lado. Fui a mãe que não sabia o que fazer aquando da subida do leite e fui a mãe que suportou as dores pelo facto de nunca teres aprendido a mamar (dor física que não penses que doeu mais do que a dor de uma mãe que pensava ser inferior a todas as outras). Fui a mãe que chorou no ombro do pai de cada vez que me julgava falhada e fui a mãe que ouviu o pai quando ele me disse que para tu estares bem eu também tinha de estar. Fui a mãe que gastou dinheiro em latas de leite e a mãe que preparou cada biberão com o maior amor do mundo. Fui a mãe que não pregou olho muitas noites e a mãe que se deu por feliz por, em grande parte delas, seres um bebé sossegado. Fui a mãe que te deu a conhecer os alimentos de forma diferente mas a mãe que sabe que adoras sopas. Fui a mãe que te deu colo e a mãe que muitas vezes está tão cansada que tem de dar uso ao carrinho ou à aranha. Fui a mãe que te apoiou nos primeiros passos e a mãe que continua a ajudar até saberes andar sozinho. Fui a mãe que pediu ao pai para em algumas noites ser ele a dormir mais perto de ti e a mãe que, a meio de todas as noites, te deixa vir para junto de nós. Fui a mãe que te deixou adormecer a mexeres-me nas orelhas e a mãe que continua a detestar que me mexam no cabelo. Fui a mãe que enrolou frases e parágrafos e afins para evitar a palavra "Não" e ser positiva e a mãe que, ao ver-te a subir escadas sozinho gritou "Tomé, não quero que vás para as escadas!". Fui a mãe que já te ofereceu uma Bolacha Maria e a mãe que não dispensa fazer umas panquecas saudáveis para o nosso lanche. Fui a mãe que ficou contigo em casa nas tardes de chuva e a mãe que te levou ao parque para andares de escorrega (gostas tanto!). Fui a mãe que apostou na tua segurança e fez um mealheiro para te comprar uma boa cadeirinha mas a mãe que, mesmo sem mealheiro feito, foi capaz de gastar mais uns trocos num pijama fofinho ou numas leggings coloridas. Fui a mãe que prometeu não demorar e a mãe que, raramente, consegue sair suficientemente cedo para te cumprir o prometido. Fui a mãe que teve de se levantar de madrugada e deixar-te a dormir e a mãe que, antes de fechar a porta do quarto, olha mais uma vez para ti e diz baixinho o quando te ama. Fui e continuarei a ser essa mãe. Fui a mãe que mostra o lado negro da maternidade mas que quando quer é a maior lamechas do mundo!

Com tudo e mais alguma coisa. Por vezes, até mesmo sem (quase) nada. Imperfeita. Indecisa. Apaixonada pela tua infância e tudo o que este teu crescimento tem trazido. Fui e serei sempre a tua mãe. És e serás sempre o meu Tomé. Fomos e seremos sempre um do outro. 

(PS: Nada disto me tira o apetite de, por vezes, o entregar ao vizinho por umas horas. Só naqueles momentos claríssimos em que a maternidade consciente se esgota, está claro!)




segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Puerpério... (conheci-te!)

É preciso, se não urgente, desmistificar o pós-parto, o tão conhecido puerpério. Podia ter feito uma pesquisa mais elaborada e dizer que, segundo alguns estudos, o puerpério pode durar determinado tempo, isto, aquilo e o outro mas prefiro falar por experiência própria. Afinal, quem carrega as nossas dores para além de nós mesmos? Ninguém! Dizem-nos que também já passaram por aquilo, que sabem bem o que é e, pessoalmente, acredito que existam situações piores - existem sempre pessoas piores que nós - mas essa comparação não ameniza, não acalma. As nossas dores somos nós próprios que as carregamos!

Durante a gravidez do Tomé, confesso que andava às escuras. Um mundo novo, novas descobertas, os receios e ansiedades, expetativas, o medo do desconhecido. Admito que pensava que não seria tão difícil. Como admito que era impensável amar alguém como o amo.

As aulas e apoio na área de saúde materna são excelentes e nisso tive sorte em conhecer a enfermeira Solange - grande profissional e muito mas muito humana - e ainda hoje me recordo tão bem das suas palavras: "acreditem que o que custa mais no meio disto tudo não é o parto mas sim o pós-parto". Estava certa, Solange! Foi mesmo!
Arrisco-me a dizer que o parto do Tomé foi algo que em nada me custou (bendita epidural!).. portanto, o que podia querer eu?
Queria que o que viesse a seguir não tivesse custado tanto.
Bolas, eu estava às escuras, em tudo!
Não sabia como amamentar um bebé, não sabia reconhecer, de imediato, os diferentes choros e quais seriam as suas queixas, não sabia nada!
Será agora a parte em que dizem que o tempo traz experiência, que os erros nos ensinam, que ser mãe é mesmo isso. Sim, eu aceito. Mas na altura, os comentários não apoiaram.
Foi no pós-parto e depois de algumas coisas terem corrido menos bem que me dediquei a pesquisar. Foi depois da amamentação de três meses ter falhado que aprendi mais sobre o assunto. Foi depois de ter passado noites sem dormir e a ouvir o Tomé chorar que percebi se eram cólicas, calor, fome. Sim, foi o tempo que me trouxe aprendizagens e hoje, sinto-me mais capaz!
Mas bolas.. O puerpério é lixado! Confesso que a única pessoa que eu queria naquela altura era a minha mãe. Queria abraçá-la e não a queria largar por nada deste mundo. Naquela altura não há namorado, irmã, irmão, tia, prima, sogra, amiga que te valham! São todos uns queridos e damos uns sorrisos na maternidade nas horas de visita mas o que vai cá dentro é "gente, não se demorem aqui. Vão mas é chamar a minha mãe.". Mas isto, sou só eu a falar. Experiência própria, mais uma vez. E contra mim falo porque tenho sempre a certeza que a minha mãe cura tudo e só ainda não me foi diagnosticada Síndrome de Peter Pan porque porque.. Mas, já que falo por mim, não posso deixar de dizer:

Não romantizem uma fase que custa, não banalizem as dores de uma recém mãe, não digam que "daqui a um ano estás pronta para outro" quando uma mulher se custa, inclusive, a sentar depois do seu corpo ter sido totalmente mexido; não digam a uma mãe "o teu leite é fraco" quando a única coisa que o bebé conhece é o corpo da mãe e, normalidade das normalidades, vai querer mamar por tudo e por nada; não digam a uma mãe "coitadinho do bebé, experimenta dar mama só mais uma vez. Tens de ganhar calo na mama" quando a própria sabe, efetivamente, que já fez tudo o que podia para amamentar e não consegue mais porque tem conhecimento que dar de mamar não deve doer; não tirem os bebés do colo da mãe quando o cheiro materno é o único que eles querem; desenhem uma maternidade a cores mas não se esqueçam do lado que dói, não se esqueçam que também o lápis cinzento faz parte dessa pintura. 
Ajudem, compreendam mas não insistam, não condenem, não peçam justificações. Dêem espaço para conhecermos os bebés e para eles nos conhecerem, para assentarmos os pés na terra, para darmos tempo ao nosso corpo, para entendermos todos os processos que acontecem connosco. Terão tempo para estar com os pequenos, depois. Deixem os pais e os bebés aprenderem a serem um só, aprenderem a ser uma equipa. Acreditem que há pessoas que nos fazem sentir como se tivéssemos servido apenas como parideiras e isso.. Não ajuda! Acreditem que quando chegam a nossas casa e nos oferecem palpites que em nada acrescentam, os famosos bitaites, as típicas frases feitas - dá vontade de vos levar, gentilmente, para a porta por onde entraram. Vão ler isto e pensar que sou exagerada ou, talvez, uma besta, mas acredito que, ainda que em silêncio, muitas vão concordar com isso. E é disso que precisamos. Que digam as coisas, que não se calem, que parem de usar só o lápis cor de rosa, que se acabem os fundamentalismos e extremismos e comparações que mais parecem campos de batalha.
Acreditem que uma mãe, no puerpério, precisa de tempo e espaço. 
Se nem o sol brilha sempre, porque é que nós, mães, seríamos diferentes?!
Somos sempre as melhores para os nossos filhos mas..também precisamos de ser cuidadas.


sábado, 10 de novembro de 2018

O Primeiro Aniversário do Mecas

Sei que já passou um mês desde o aniversário do Tomé mas não queria deixar de o registar aqui no blog.
Dia 8 de outubro festejámos o primeiro aniversário do Tomé e não foi uma festa de arromba mas foi um dia muito bonito, vivido, sobretudo, a três, como temos tão poucas vezes!
Tive sorte em estar de folga e decidi que não iria fazer uma festa com muita gente - ele não se iria aperceber do que estávamos, propriamente, a festejar e, pessoalmente, confesso que não tenho muito jeito para grandes eventos! O grande evento tinha sido há um atrás - a sua chegada - e este seria um dia especial em que queríamos aproveitar o tempo que muitas vezes a vida e o trabalho nos roubam para estarmos os três.
O primeiro ano de vida é motivo de celebração, na minha modesta opinião, não só para o pequeno como também para os pais. Concordo com a famosa máxima que nos diz que quando nasce um filho, nasce uma mãe (e isto vale também para o pai!).



Fomos os três almoçar pertinho de casa e, depois, fomos a um sítio onde houvesse água - o Tomé adora a a água e, se não tiver ondas, melhor! Aproveitámos bem a tarde e regressámos a casa - eu tinha prometido fazer o jantar preferido do Tomé e um bolinho.
Assim fiz - macarrão com carne de frango e batata doce no forno - ele adorou, sujou-se (como habitual) e ainda teve direito a um bolinho saudável para ter a oportunidade de aprender a tradição de cantar os parabéns e soprar as velinhas. Claro que para ele tudo foi luz, tudo foi novidade, tudo foi espanto - a cara dele dizia tudo e eu não podia estar mais feliz (quiçá mais que ele!).
O certo e sabido é que eu não lhe posso dar tudo mas posso dar sempre o melhor de mim e ir ao encontro daquilo que ele gosta e que o deixa feliz, contente, com os olhos a brilhar. 
Estava ainda mais bonito neste dia 8 de outubro em que celebrou o seu primeiro aniversário.
Parece que foi ontem que nasceu, que aprendemos a ser pais e filho, que eu "tremia que nem varas verdes" por não saber o que lhe fazer quando chorasse - e tudo o que sei hoje é que um abraço e um beijinho curam, o amor cura e nunca vai ser demais!
Amo tanto este Tomé que ninguém imagina e como diz a minha mãe "Nunca tu pensaste que era possível amar alguém dessa maneira, pois não?".. Estava certa, como sempre!


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O Nosso Fofinho. Com amor.

Nem só da mãe e do Tomé pode ser este blog se não falarmos nas pessoas, animais ou coisas que por nós passam  
Hoje falo do Fofinho. 
Há 17 anos, o nosso Pongo foi atropelado e o senhor que, sem querer, cometeu esse acto, prontificou-se para nos amenizar a dor e ofereceu-nos um cachorrinho pequenino, branquinho, lindo e fofo. Daí não termos tido dúvidas aquando da escolha do nome. Ficou Fofinho. E foi. Sempre foi.

O Fofo, como assim lhe chamávamos, teria cerca de 1 mês e pouco quando chegou a nossa casa. Estávamos em Dezembro por isso escolhemos que a sua data de nascimento seria então em Outubro, dia 4, Dia Do Animal.
O Fofo portava-se mal mas qual não é a criança que o faz?? Fazia xixi em casa e só gostava de dormir no quarto dos meus pais. Roía as coisas todas e ainda nos pedia comida durante o almoço ou jantar.
O Fofo portava-se mal mas olhava para nós em jeito de pedir desculpa e isso tornava tudo melhor.
O Fofo subia a parede do terraço e ladrava a quem passava na travessa. Não gostou lá muito da ideia de partilhar o quintal com mais dois bichanos mas sempre os aceitou. 

As otites e as feridas que criava eram constantes, por muito bem tratado que fosse. E era! A minha mãe cuidou dele todos os dias desde que chegou e, por muito que se passasse com as asneiras, eu sei que ela gostava imenso dele. Quiçá a que por ele lhe teria mais amor! 

Em todos os momentos vividos estes 17 anos, o Fofo esteve lá. Conheceu ainda os avós e criou uma ligação muito forte com a avó Bertília. Conheceu os meninos, a primeira palavra que o Tomé disse foi "cão" porque o via todos os dias e porque, mesmo velhote, às vezes, era o que tinha mais paciência para ele. 

Tomar uma decisão assim é difícil, dói muito a quem passou todos estes anos ao lado de um bom e fiel companheiro. Ainda ontem o António João me perguntava porque custava tanto!! Eu respondi-lhe que tudo o que nos deixa saudade boa, todos aqueles que nos deixam memórias, são quem nos custa mais perder. Hoje o Tomás perguntou se era mesmo verdade e eu tive de lhe explicar, ainda que suavemente, o que era a perda de algo ou alguém assim tão especial.

Hoje tivemos de deixar o Fofo e o Fofo teve de nos deixar. Fisicamente. 

Abracei-o, dei um beijinho naquele pêlo emaranhado e olhei-o nos olhos  Despedi-me dele com o maior amor do mundo. Tanto quanto aquele que sentimos por ele. Agradeço a sua presença na nossa vida. Pedi desculpa pelo tempo que tivemos de nos ausentar. Disse que gostávamos todos muito dele e que o sofrimento não podia continuar. Pedi que olhasse por nós.

Chorei. Chorámos todos. Os "caqueiros" da água e da ração estão no mesmo sítio.

Estarás sempre presente por aqui, Fofinho. Pertences à nossa cooperativa. 
Gostamos muito de ti, velho amigo. 





terça-feira, 18 de setembro de 2018

Crónicas de uma mãe chata #3

Era uma vez uma grávida que passou uma gravidez maravilhosa, adorava inclusive aquela fase porque tudo lhe corria às mil maravilhas. Zero enjoos, barriga que parecia acrescento, no máximo até 10kg de aumento de peso, inchaço quase nenhum, as dores lombares e aquela vontade imensa de fazer xixi porque isso faz mesmo parte. 9 meses santos, digamos.
Certo dia, volvidas 39 semanas, a bolsa das águas rebenta e pumba, chegou a hora. Zero dores, contrações ainda espaçadas, já no hospital, pronta para a qualquer momento ter o seu baby nos braços. Dilatação suficiente, não quer epidural porque sabe-se lá os seus efeitos e porque a coisa deve ser à séria, fazer força, porta-se lindamente e pimbas, miúdo cá fora. Pele com pele de imediato, primeiro contacto com a mãe na chamada Golden Hour, mama assim que o puto nasceu e só depois se fizeram todas as outras coisas que manda a cartilha. Não vá o moço não ter afinidade com a mãe! Maravilha de parto!
A mulher até levou uns pontos mas nada que não se aguente. Afinal a mulher tem de aguentar tudo!
O miúdo era o mais sossegado da maternidade e como habitual, 2 ou 3 dias depois, casa com eles.
Em casa, a mesma rotina. Mama, arrota, cocó dorme. Mama, arrota, cocó, dorme. Nem chora o piqueno!
Vá de visitas, vá de gente a entrar em casa, umas com o perfume da Channel 5, outras com o do Armani, outras com o Boss. E nada dava abalo!
A mãe, por sua vez, quase nem sentiu a subida (ou descida ou sei lá) do leite, os pontos não lhe fizeram diferença (já eu.. Que parecia uma pata choca com as mamas a vazar leite sem fim!).
O catraio dormia tão bem mas então.. Acordar de 3h em 3h durante o primeiro mês por isto, aquilo e o outro. Ossos do ofício!
A mãe até tinha tempo para as tarefas da casa, ainda que o pai partilhasse, claro.
Aquela mãe que, ao contrário de mim, assim que olhou para o miúdo, amou-o loucamente. Já eu (sei que algumas acabarão por confessar), eh pha, claro que amava o meu filho, mas a primeira coisa que pensei quando olhei para ele foi "Djisas, o que faço eu com ele agora??".
Esta mãe também não teve baby blues porque, pudera, sentava-se e andava na perfeição porque os benditos pontos nem se notavam, as mamas não gretaram nem racharam nem pontinha de ferida, perdeu o peso que ganhou assim que o puto saiu. Que mais queria ela? O miúdo até ficava que nem um anjinho na caminha dele e pôde usar aqueles lençóis lindos que a tia velhota ofereceu (caramba, agora dei conta que nunca pus uns lençóis na cama do miúdo! A ver se trato de o deitar lá..)
Era tudo tão mágico que dava vontade de ter mais 30!
#sqn
...
Era uma vez. Disse.
Esta mãe... Existe? Não sei. Se invejo? Porra, claro que sim. Mas não se preocupem.. Todas temos os nossos "podres" e ser imperfeita é fixe! Mas sejam mesmo fixes, mães. Não se achem a última do pacote e depois digam que não vos avisei. Eu também espeto com uma Bolacha Maria de vez em quando ao miúdo e..Há bocadinho chamei-lhe "chatoooo". Ele respondeu "shhouuu" 😂

(PS: Se acham isto demais, sigam a minha inspiração: Ser Super Mãe é uma Treta) 🔝👌😂
#naodêpalpite 
#dêfraldas 
#mãesunicórnios 
#movimentoparentalidadeinconsciente 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Crónicas de uma mãe chata #2 (a #1 não tem direito a post) 😂


Gosto de me inspirar em mães reais, que se assumem imperfeitas no seu papel e que, mesmo assim, agem, de peito cheio sendo as melhores mães para os seus filhos. E são mesmos. Passar apenas o cor de rosa da maternidade não seria real. Seria poético e bonito mas sou da opinião de que a verdadeira essência das coisas dá mais beleza e alegria à vida. Ainda que os miúdos sejam chatos, às vezes. Só às vezes. Nunca deixam de ser a melhor coisa que fizemos na vida - e que isto seja ponto assente! 

A pedido de passar para o blog as crónicas que ando a divagar no Facebook, passo a partilhar então aqui seguindo, por norma, as mesmas bases. São elas:
➡️ #naodêpalpite 
➡️ #dêfraldas 
➡️ #mãesunicórnios 
➡️ #movimentoparentalidadeinconsciente 


As fundamentalistas, moralistas, extremistas e coisada do género só dão assim aquele bocadinho de ânsias e voltinhas ao estômago. Parem lá de criticar as mães reais e sejam lovely friends. Quantas vezes precisamos de falar em equilíbrio e respeito? Thank God. Deixem lá as mães porem as crianças ao mundo de parto normal ou de cesariana - eles têm de sair, yaaa; queixarem-se do pós parto porque há certas merdas que doem mesmo ou dizerem que estão lindas e maravilhosas e fingirem por um bocado que são a Carolina Patrocínio after parto; meterem uma teta ou um biberão na boca dos miúdos para os alimentar - Fdx, desde que não passem fome é o que interessa; andarem carregadas com eles nos paninhos ou escarrapacharem com os gorditxoos no carrinho - experimentem andar com o Tomé por 5 minutos seguidos ao colo que os rins logo vos dão sinal. Eu sou suspeita porque contrario esses ditos, mas eu sou a mãe e adoro andar a carregar com ele e os seus generosos 10kgs; dar sopas e papas como manda a tradição ou experimentar o BLW (eu só não sou mais de sopas porque não me ajeito a fazê-las e até gosto de ver o gaiato todo sujo quando lhe espeto o macarrão e as panquecas à frente); evitar a palavra NÃO e seguir a bula da parentalidade positiva ou dar um grito de vez em quando e dizer "porra, isso não se faz. És teimoso que nem uma mula"; usar toalhitas todos os dias ou perder o norte à terra com as centenas de toalhas turcas e limpar o rabo aos miúdos sem químicos e etcs.
A dos sapatos e a do chocolate não vale a pena porque não o vou calçar tão depressa e por enquanto substituo o cacau pela alfarroba. Só ainda não sei se lhe faço festinha de 1 ano porque os bolos vêm cheios de açúcar e não posso oferecer brócolos aos convidados 😂😂

#naodêpalpite #dêfraldas #mãesunicórnios #movimentoparentalidadeinconsciente

terça-feira, 17 de julho de 2018

Durante a Gravidez - 8 em Cem Mil Milhões de Palpites

De entre os milhões e milhões de palpites no universo da gravidez...


#1 – “Já de 7 meses e ainda não se nota a barriga? Dever ter um pintainho aí dentro!” ou o inverso da moeda quando te dizem que tens uma grande panela e em vez de ser um, afinal são dois (ou três!)


#2 – “Tens tido azia? O moço/moça deve nascer cabeludo!”


#3 – “ ‘Tás cá com um rabo! Deixa cá ver…hum… Vai ser menino/a!” (Alguém me explica esta diferença entre rabos, ancas e afins numa gravidez de menino e noutra de menina porque juro que ainda não encaixei bem essa!)


#4 – “Huum.. Pelo formato da barriga é menino/a.” (Ya, já agora quais são os números do EuroMilhões, fachabôr!)


#5 – “Então, a gravidez foi planeada ou isso foi acidente?” (Para além de todos nós sabermos como se faz um filho… Minha gente, ninguém tropeça numa pilinha por acaso!)


#6 – “Coitadinha, já se notam os pés inchados!” (Fuck, obrigada por nos lembrarem que durante alguns meses, parecemos umas patas chocas com pés de elefante!)


#7 – “Olha, se fores como eu logo vês. Nove meses a carregar um filho para depois sair a cara do pai!” (E qual é mesmo o problema? Para alguns casos diga-se de passagem ser bastante útil que a cria saia a cara chapadinha do pai. Right?)


#8 – “Para recuperar o peso que tinhas antes, vai ser bonito vai! Só eu engordei quase 30kg na minha gravidez!” (Sou daquelas que acredita piamente que excesso de gordura pode ser excesso de formosura e se isso implicou ter um serzinho lindo e fofinho que é NOSSO, tudo o resto é cliché – desde que a mamã se vá cuidando sempre e não se esqueça que é mulher. Além disso, somos mulheres, ou seja, lindas de qualquer maneira e imunes aos machistas que não curtem estrias, celulite, mamas descaídas, etc.)


8 em cem mil milhões de palpites e o mais importante? Aproveitar da melhor maneira a gravidez (e atenção - existem mulheres que adoram estar grávidas, outras..que detestam! Respeite-se, sempre, independentemente da ideologia gestacional ahahah)


terça-feira, 19 de junho de 2018

Do tempo, com amor.

Definitivamente não sirvo para bloguer mas quando me apetece escrever mais é aqui que tenho poiso certo. Vou postando umas coisitas fofas no Instagram e tal porque sim, todos os dias me delicio um pouco mais com o Tomé. 
Hoje tem-me assolapado uma dor de cabeça daquelas e claramente, estou de folga. O melhor da folga só mesmo estar com o baby.
Depois entra aquele sentimento de culpa de estar doente há três ou quatro dias e ter estado dois dias de folga e mesmo que andes sempre a cozinhar, limpar, arrumar, etc e afins, nunca tens nada feito e és uma péssima dona de casa.
Entretanto o miúdo precisa de atenção e não me venham com coisas de que tenho de o deixar no parque ou a ver bonecos porque não consigo ignorar o "pseudochoro" dele (diga-se pseudo porque ele mal sabe chorar!) 😊 E quando dou por mim, o dia já está passado, eu passei a folga a dar colo à criança mas, pelo sim pelo não, consegui dar um jeito mínimo à casa. Não completamente à casa toda mas.. O resto fica para depois.
E fico satisfeita porque fiz comida para todos, o Tomé comeu e a dias de folga da mãe ou fins de semana livres, lancha as suas panquecas preferidas (1 ovo, 1 banana, 1 colher e meia de sopa de aveia, canela opcional - fica a dica 😉). Acho que o tempo se desfruta assim, com quem amamos, com que nos ama. Não importa a quantidade mas sim a qualidade, certo? E por falar nisso, ainda estou a dever um pires de caracóis à minha mãe, prometo que cumpro antes de sequer ela imaginar  ❤️ 

sábado, 19 de maio de 2018

A melhor mãe que o teu filho pode ter

Sete meses e uma semana depois, continuamos nesta primeira viagem entre mãe e filho, entre o mundo e o filho, entre os outros e o filho, entre tudo e o filho. Tornou-se mesmo a minha prioridade e oxalá pudesse eu estar mais tempo com ele!
Nestes sete meses tenho sentido que isto da maternidade tem muito que se lhe diga! Meu Deus, como existe competição entre mães!! União e compreensão - não seria o suposto?
Fala-se de tudo e mais alguma coisa e ninguém (exceto a nossa mãe, e às vezes temos também de a contrariar!) compreende que as decisões são da mãe, e isto inclui aquelas que já foram mães uma, duas, três vezes!
Respeite-se, portanto:

- a mãe que teve enjoos durante a gravidez e aquela que não teve (o meu caso!). Nós, criaturas que sofremos de alterações físicas, emocionais, mil e um ossos a alargar, órgãos que se têm de ajeitar à instalação do ser pequenino, que ficamos com o peito tipo dois melões, os pés que incham (e isto piora se os últimos meses de gravidez forem no verão) e ficas como que uma "mini elefantezinha" a caminhar, etc e tal - não merecemos que nos digam "A minha gravidez não foi nada como a tua" ou "Ai estás sempre enjoada!". Acreditem, isto ferve com o nervoso miudinho de uma pessoa!

- a mãe que pare de método natural e a mãe que, por uma questão ou outra, escolhe ou não consegue evitar parir por cesariana. Vai doer depois de qualquer das maneiras. O corpo é mexido, é um bebé que sai dali, o organismo sofre alterações e nós, não, não somos de ferro! Para além disso, com epidural ou não, somos livres de escolher a forma como queremos parir os moços e, graças a Deus, a medicina tem evoluído, em grande parte, para melhor.

- a mãe que consegue amamentar e a mãe que não consegue ou não quer. E aqui, toca-me na ferida!
A amamentação não é um processo fácil, pelo menos para mim, não foi. A amamentação não tem de doer e, acreditem, a maior parte das pessoas pensa que no início todas as dores são normais porque a mama tem que "ganhar calo". Não, a amamentação não dói, não deve doer. Se doer, há que ver o que está mal. Dei mama três meses e acreditava que era normal porque o Tomé ainda estava a aprender. E claro, que não ganhei "calo" nenhum. O que estava mal? A pega do Tomé que era péssima, a colocação da boca que não acertámos nem conseguimos corrigir de maneira nenhuma porque, simplesmente, o Tomé não conseguiu. Acredito que uma mãe que ofereça a mama e uma mãe que ofereça um biberão sejam iguais na forma de amar e não me venham dizer o contrário. Passo-me quando vejo extremismos da sociedade como se as mães que não amamentam sejam piores. Poupem-me! Eu gostava, obviamente, de ter amamentado o Tomé muito mais tempo. Demorei a aceitar e a porra dos extremismos jogaram-me um pouco abaixo e fizeram com que me sentisse durante algum tempo uma má mãe. Quando me diziam "Ai a minha filha/o meu filho tem a maminha dela/dele. Pena o teu já não ter".. uii aquilo soava-me a afronto... mas calava-me. Concluí que ninguém me compreendia. Até que percebi que eu e o Tomé fomos heróis durante aqueles três meses e, mesmo cheia de feridas, insistimos em dar o nosso melhor. Só não se virem para mim do género "Tem maminha?" porque a resposta será clara "Sim, tenho as duas no sítio e, volvidos quatro meses sem amamentar, ainda pingam!". Note-se que sou a favor da amamentação até o bebé e a mãe quererem e admiro muito as mamãs que amamentam 3 meses, 6 meses, 1 ano, 3 anos, o que for!

- a mãe que prefere passear o bebé no carrinho e a mãe que pratica babywearing. São ambas ótimas mães ok? Tanto uma prática como a outra têm as suas vantagens e ambas válidas, a meu ver. Carregamos nove meses o nosso bebé dentro de nós e cá fora, certamente, não lhe vai faltar colinho. Se ainda eu hoje com 25 anos no lombo ainda gosto do colo da minha mãe, não tenho dúvidas que, carregando um bebé num sling, pano, etc. ou levá-lo a passear no carrinho, seja um fator que defina a ligação mãe-filho.

- a mãe que adota uma alimentação complementar por método tradicional e uma mãe que adota BLW (como falei no post anterior). Aqui, o foco passa por respeitar a forma como o bebé se adapta à introdução da alimentação complementar. Se o Tomé não gostasse de praticar o BLW em casa, obviamente que teria de me jogar a tachos e panelas ou, eventualmente, comprar uma Bimby para fazer sopas e papinhas deliciosas (como a minha mãe lhe faz e que até eu gosto!).

- a mãe que pratica co-sleeping e a mãe que prefere que o filho durma na caminha dele. Eu opto pelo misto e o Tomé tanto dorme no ninho (dentro da cama dele) ou connosco (pais). Para ambos os cenários há que ter sempre atenção determinados fatores que zelem pela segurança do "piqueno". Sempre!

Poderia continuar a enumerar aqui "n" cenários, como é o caso da chucha (e o Tomé ama aquela coisinha de silicone que o conforta tanto!), como é o caso de comer de tudo, como é o caso de beber ainda muito leite, como é o caso de não usar sapatos até saber andar. Mas a resposta é simples: a mãe é que sabe.
A minha mãe pariu-me por cesariana (e com anestesia geral - significa que não me viu a nascer, sequer!), não me amamentou, não fez babywearing, começou a dar-me sopita e papinhas no auge dos meus quatro meses e metia-me a dormir na caminha onde agora o Tomé dorme a sua bela sesta (e grata que lhe estou, porque diga-se de passagem que o meu pai ressona e bem!) e eu tenho com ela a maior ligação de amor, respeito, amizade, união e todas as coisitas boas que devemos partilhar com as nossas mamãs! E amo-a, IMENSO!

Para mães que julgam outras mães ou se gabam a si mesmas - não estamos numa competição maternal para ver qual é a melhor nem a pior. Gabe o seu filho, diga-lhe todos os dias que o ama e não o compare com os das outras!

Para ti, que estás a ler este post e não és mãe - quando não souberem se o que vão dizer ajudará uma mãe, pensem melhor antes de falar!

Para ti, que estás a ler este post e estás grávida ou és mãe, acredita - és a melhor mãe que o teu filho pode ter!






quinta-feira, 3 de maio de 2018

Da alimentação complementar do Tomé

Ok, eu sei que estive muitos dias sem escrever uma palavra que fosse por aqui mas... ossos do ofício e aproveitando o tempo da melhor maneira que conseguimos, não consigo nem troco o Tomé por nada!
Adiante...

O Tomé já tem os 6 mesinhos, feitos dia 8 de abril, e, como já tinham conhecimento e como estava eu fartíssima de apregoar, o miúdo começou a comer nesse período de tempo - é melhor, é recomendado e eu escolhi assim!
Com outros cuidadores come sopa e fruta, com os pais faz BLW - traduzido à letra, Baby Led Weaning
O BLW traduz-se como o "desmame" guiado pelo bebé, ou seja, a criança vai deixando de ter o leite como alimentação prioritária mas segundo a sua vontade. BLW pode fazer-se sim com todos os bebés, sejam eles amamentados ou não. O leite, como também já me fartei de dizer por aí, é o principal alimento do bebé até aos 12 meses - por isso, não vamos trocar refeições de leite (materno ou artificial) aos miúdos por refeições de sopa, papa, fruta ou outra coisa qualquer.

É verdade que, estando eu e o pai a trabalhar durante a semana, o Tomé passa grande parte do tempo com outros cuidadores e, sendo pessoas habituadas à introdução alimentar de forma tradicional, não posso obrigá-las a fazerem de outra maneira. E verdade seja dita - não é por ele comer sopa de segunda a sexta ao almoço que eu fico chateada. 
Há quem me ache esquisita, com a mania das modernices. Não. Sou adepta de que os bebés podem ser independentes, tal como nós, no que toca a escolhas alimentares. Eu ofereço determinados alimentos ao Tomé, ele prova, explora as diferentes texturas, os diferentes sabores e sim, agora nesta fase vai mais comida para o chão, cara e cabelos do que propriamente para a boca!
Tenho sempre atenção aos ingredientes, que os alimentos sejam o mais natural e biológico possível e, obviamente, devem ser BEM cozinhados. BEM cozinhados não tem que ver propriamente com a estética culinária mas sim, cozinhar os alimentos a determinada temperatura e durante tempo suficiente para que quando o Tomé mexa com as mãos não se desfaçam mas que estejam suficientemente moles para aquando do momento da "mastigação".
Outra coisa! As recomendações da OMS mudaram. Quando os pais não têm historial de alergia, o bebé, sempre com as devidas precauções, pode comer (ou experimentar como lhe queiram chamar) tudo. E aqui incluo ovo, morangos, frutos vermelhos, etc e afins que, por norma, são "proibidos" até aos 9 ou, algumas vezes, até aos 12 meses.

Não me quero alongar mais, até porque hoje é noite de piquete e quero ir dar uns beijinhos fofos ao miúdo.
Apenas passei para referir alguns aspetos que acho interessantes e que fazem parte deste percurso desconhecido de mãe de primeira viagem.
O puto adora o BLW, adora mexer nos alimentos, adora fazer "javardice". E eu adoro a forma como ele está a ganhar independência e de como, de certa forma, está a conhecer o mundo da alimentação!
És enorme, Tomé. E eu amo-te, meu javardolas pequenino <3



sexta-feira, 23 de março de 2018

Tomé a banhos!

Depois de eu ter estado de piquete voluntário durante a noite passada (sim, faço um piquete noturno ou diurno por semana, voluntariamente, porque assim está definido, porque nos comprometemos quando integramos um corpo de bombeiros para tal, porque além de voluntária sou trabalhadora da Associação, porque é um dever - e sim, custa estar uma noite longe do Tomé e sei a falta que fazemos um ao outro, ninguém sabe o quanto. Mas não sou a única e tudo se faz, na mesma!).. Onde é que eu ia?
Pois.. Depois da noite de piquete, fui ter com o Pedro e com o Tomé. Tínhamos combinado ir à piscina esta manhã. E assim foi!
Deixei tudo arrumado logo ontem: roupão, touca, fraldas próprias para o feito, roupa suplente, fraldas normais, fraldinha de pano, calções super fofos..
Mala do pai e do Tomé prontas? Lá vamos nós! Confesso que não fui para a água, hei-de ir um dia destes, prometo Tomé!
Nos balneários, vestimos o "outfit" à prova de água, o pai também e lá fomos! Havia, em simultâneo, uma aula de hidroginástica mas, "pasito a pasito", água com os homens!
Tivemos pouco tempo - a ondulação e o barulho da música assustaram, q.b., o baby. Começou a chorar depois de alguns minutos "à lord" com o pai dentro da água quente. 
Não sei dizer se ADOROU, como adora o banho mas..ficámos de regressar um dia, brevemente.
Experiências ótimas que sabem sempre tão bem! 
Agora vai só continuar a soneca que não completou de manhã 😍😍👍❤

PS: O Tomé tem mesmo um pai fantástico! Que bênção esta! Grata meu Deus por aquela que tantos disseram ser uma "cabeçada". E realmente, uma "cabeçada" da vida que me ensinou muita coisa..e a maior delas... O AMOR TUDO SUPERA, O AMOR UNE AS PESSOAS, O AMOR PODE SER MESMO VIVIDO POR DUAS ETERNIDADES!


segunda-feira, 19 de março de 2018

Do dia do PAI ❤

Do meu pai.. O pai que, apesar de dedicar grande parte do seu tempo à causa dos bombeiros, nunca deixou que nos faltasse nada. O meu pai é o homem mais bonito à face da terra!
O meu pai é o Comandante Piteira e toda a gente o conhece! Quando me perguntam quem sou fica mais fácil responder "sou filha do Comandante Piteira", ao qual obtenho sempre resposta "Oh o amigo Piteira. Bom homem!"
O meu pai, tenho de admitir, não sabe cozinhar, não limpa uma casa e acho normal que isso chatei a minha mãe - até a mim, quanto mais a ela!
Mas..guardo um episódio na memória. Pai, lembras-te quando a nossa máquina da roupa avariou e havia água nas casas todas? A minha mãe ficou com os nervos à flor da pele. E, no meio da aflição, o meu pai ajudou-nos e com uma vassoura ia retirando o excesso de água. Pode parecer um episódio banal mas se o recordo não foi pela casa cheia de água mas sim pelo facto de cumprirmos a promessa de que juntos somos uma cooperativa. O meu pai até já pega o Tomé ao colo e eu acho isso lindo! 😍 como costumamos dizer "faz com os netos o que não fez com as filhas!".
O meu pai é tanto, é tudo e eu amo-o incondicionalmente!


O pai Pedro.. O recém papá!
Não o vou descrever com muitas palavras mas nada arrependida estou de ter dado este pai ao meu filho. O Tomé adora o pai, sorri sempre que o vê, acalma-se no colo dele e tem sido o nosso pilar! Ai de mim se muitas vezes não fosse o Pedro!
O Tomé é um puto cheio de sorte e tem um pai e pêras!
Nós amamo-lo muito e até lhe oferecemos um avental super fixe porque afinal "o pai é o chefe.." (da cozinha!) 😅😅❤


PS: avôs, daqui ao céu, beijinhos cheios de amor e carregados de saudades! ❤❤

quinta-feira, 8 de março de 2018

Sobre o Dia da Mulher e sobre os 5 meses do Mecas ❤

Dia da Mulher e dia em que o Tomé completa 5 meses de vida deste lado do mundo!
Sobre o dia da mulher? Bem.. Se existe esta comemoração por algum motivo foi e acho que este dia só faz sentido por isso.
Neste dia recordam-se as mulheres que morreram a lutar pelos direitos femininos. Neste dia recordam-se as mulheres que sofreram e que sofrem por experienciar a violência doméstica. Neste dia recordam-se as mulheres que ouvem absurdos e piropos foleiros que, estupidamente, sobem por aí acima a autoestima de "gajos" (sim, porque chamar "Gaja" a uma mulher é "fixe", pelos vistos..) sem personalidade. Neste dia recordam-se as meninas que, infelizmente, são obrigadas a casar com idade para ainda brincar com bonecas. Neste dia recordam-se as mães que perderam os seus filhos por tantos infortúnios da vida. 
Bem.. Neste dia recorda-se, aquele que dizem por aí ser o "sexo fraco". Dizem.. Apenas dizem!

Quanto aos 5 meses do Tomé?? O melhor do nosso mundo! 😍 e só por esta dádiva agradeço a Deus por me ter feito mulher e mãe! 

😍

sábado, 3 de março de 2018

Quem sabe é a mãe!

Quando o Tomé nasceu havia mil e uma dúvidas nesta cabeça tonta de mãe de primeira viagem. Não é a primeira vez que o digo e voltarei a dizer que nada foi fácil, exceto o amor à primeira vista (ainda maior do que da primeira vez que ouvi o seu pequenino coracao a bater).
O Tomé é um bebé calmo, exceto para adormecer. Irra, é com cada birra até se deixar dormir. Mas nada que um bom colo e uma fraldinha na cabeça não resolva. A passagem do colo para a cama ou sofá é extraordinariamente cuidadosa e digamos que..inútil. As sestas diurnas, com a mãe presente, só existem se estiver ao colo.
O Tomé deixou de mamar aos dois meses e três semanas por razões que posso, eventualmente, falar noutro post. Quando isso aconteceu, para além de me sentir péssima mãe, tive medo da nossa ligação se quebrar. O passar do tempo faz-me crer o contrário e luto todos os dias para ser a melhor mãe para o Tomé. 
Por isso, chamem-me chata, mariquinhas, o que apetecer chamar - eu sou mãe, a mãe do Tomé. 
Tem fome? Eu dou o biberão!
Chora? É para o meu colo que vai e que fica!
Quer a chucha? Que ninguém lha tire!
Ainda só bebe leite? E continuará até aos 6 meses porque assim é recomendado na atualidade pela OMS e porque é o principal alimento até aos 12 meses. 

(Mesmo agora..Deitei-o no sofá, acordou. Voltou a adormecer, no meu colo..)

E porque quem sabe é a mãe 😊❤


domingo, 25 de fevereiro de 2018

20 Semanas Cá Fora

Se há ritual que existe desde que sabemos da existência do Tomé é marcar todos os domingos no calendário. Contávamos as semanas de gestação aos domingos e não é que o Tomé quis nascer no domingo que completámos as 41 semanas?
Mágico, em tudo! Todo ele e o que o envolve é mágico, brilhante!

Hoje, mais um domingo e o Tomé chega às 20 semanas de vida cá deste lado de fora. Noto nele algumas coisas que me fazem querer que sente saudade das 41 semanas passadas no quentinho da barriguita. 
Confesso que às vezes duvido de mim, tenho medo (muito medo até!) de que o Tomé não me ligue - diria até que será um medo estúpido, afinal, não existe amor igual a este! Passadas estas 20 semanas, sinto que no princípio me deixei levar pelo fator "inexperiência". Sinto que os receios falaram mais alto do que um "Patrícia, tu és a mãe! Não deixes que façam isto ou aquilo!". Quando vos disser que por uma ou duas vezes me senti do género "Ok, parece que aqui sou um verbo de encher. Pari esta riqueza de miúdo para agora (quase) ninguém notar que sou eu a mãe, que sou eu que mando - literal e efetivamente - que não estou aqui só por estar." - não, não é mentira e pensei isto duas vezes (ou mais uma ou outra).

Então os palpites e bitaites começaram a ser uns e outros e isso irritava-me, confesso. O feitio passivo, graças a Deus, permite-me não exaltar mas talvez tenha deixado passar, na hora certa, o que devia ser corrigido.
O trabalho, ou melhor, o regresso ao trabalho foi outro ponto que me deixou reticente.. mas disso posso falar depois porque, afinal, isto de ser mãe não é sinónimo de lamentar mas sim, festejar a vida e aquilo que ela nos dá!

O Tomé faz 20 semanas de vida cá deste lado do mundo - sim, filho, está um pouco mais frio mas um abraço caloroso e muitos beijinhos babosos à mistura são remédio santo!
Amo-te.. E amo-te tanto! <3

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O nosso Blog

Desde que o Tomé nasceu, tenho publicado fotos e textos - tudo inspirado no bebé e nesta primeira viagem de mãe!Em todas essas publicações tenho colocado a hashtag #historiasdamaeedotome ! Um dia, num dos dias que me fui despedir da minha mãe antes de abalar para casa, encontrei uma amiga e, conversa para aqui conversa para ali, ela diz-me "Porque não crias uma página das Histórias da Mãe e do Tomé"? Por acaso, foi algo que até já me tinha passado pela cabeça mas ficou-me na ideia a pergunta da Marta e a forma como ela me perguntou aquilo. Sinto que vê nas minhas publicações algum pozinho de inspiração, ternura, amor! Se leres isto, depois confirma, Marta! =)

O Tomé nasceu dia 8 de outubro de 2017, às 09h51! Portou-se lindamente e chegou cá fora com 3,165kg e 49 cm. Um bonequito que me suscitou tantas dúvidas (e acho que ainda terei muitas..) e medos. Sim, tive medo. Tive os 9 meses de gravidez e quando "caiu a ficha", quando o Tomé nasceu, os medos e dúvidas vieram ao de cima novamente! Se disser que não me imaginava já já grávida e com um filho nos braços, não estou a dizer mentira nenhuma! A fé em Deus, a força e apoio incondicional daqueles que me amam e o amor gigante que me une ao Tomé foram os motivos que me seguraram sempre, que me abrigaram, que me permitiram mais serenidade e um olhar "com outros olhos" para tudo o que envolve esta viagem da maternidade. E garanto que, pelo Tomé, para o Tomé - TUDO!

Pois bem. Vamos lá ver se isto resulta e se "há vagar" para ir publicando as coisinhas que a vida nos permite viver.E cá para nós, tem sido uma viagem lindíssima esta de ser mãe!