Se há ritual que existe desde que sabemos da existência do Tomé é marcar todos os domingos no calendário. Contávamos as semanas de gestação aos domingos e não é que o Tomé quis nascer no domingo que completámos as 41 semanas?
Mágico, em tudo! Todo ele e o que o envolve é mágico, brilhante!
Hoje, mais um domingo e o Tomé chega às 20 semanas de vida cá deste lado de fora. Noto nele algumas coisas que me fazem querer que sente saudade das 41 semanas passadas no quentinho da barriguita.
Confesso que às vezes duvido de mim, tenho medo (muito medo até!) de que o Tomé não me ligue - diria até que será um medo estúpido, afinal, não existe amor igual a este! Passadas estas 20 semanas, sinto que no princípio me deixei levar pelo fator "inexperiência". Sinto que os receios falaram mais alto do que um "Patrícia, tu és a mãe! Não deixes que façam isto ou aquilo!". Quando vos disser que por uma ou duas vezes me senti do género "Ok, parece que aqui sou um verbo de encher. Pari esta riqueza de miúdo para agora (quase) ninguém notar que sou eu a mãe, que sou eu que mando - literal e efetivamente - que não estou aqui só por estar." - não, não é mentira e pensei isto duas vezes (ou mais uma ou outra).
Então os palpites e bitaites começaram a ser uns e outros e isso irritava-me, confesso. O feitio passivo, graças a Deus, permite-me não exaltar mas talvez tenha deixado passar, na hora certa, o que devia ser corrigido.
O trabalho, ou melhor, o regresso ao trabalho foi outro ponto que me deixou reticente.. mas disso posso falar depois porque, afinal, isto de ser mãe não é sinónimo de lamentar mas sim, festejar a vida e aquilo que ela nos dá!
O Tomé faz 20 semanas de vida cá deste lado do mundo - sim, filho, está um pouco mais frio mas um abraço caloroso e muitos beijinhos babosos à mistura são remédio santo!
Amo-te.. E amo-te tanto! <3

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